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Instituto Vivo patrocina o Prêmio do Instituto Guga Kuerten – IGK 2008 22 de Julho de 2008
Pelo segundo ano consecutivo a Vivo patrocina o Prêmio Instituto Guga Kuerten, em Florianópolis, SC. O tema deste ano é "Seja você a mudança que quer ver no mundo!", frase de Mahatma Gandhi.
O objetivo do IGK é identificar e estimular profissionais e organizações que desenvolvam ações sociais em Santa Catarina e possam contribuir para soluções significativas na busca de uma sociedade mais justa. São três as categorias que fazem parte do Prêmio: Projetos Sociais, Ação Educativa e Jornalismo.
O Prêmio foi lançado em 18 de junho e a cerimônia de entrega ocorrerá no dia 25 de agosto no Floripa Music Hall.
Conheça abaixo os finalistas de cada categoria. Para mais informações entre em contato com o Instituto Guga Kuerten: 55 48 3331 - 4632 e www.igk.org.br.
Resumo dos Projetos Finalistas
Categoria Projetos Sociais
1. APAE de Caçador - Projeto "Trajetórias de Vida" O projeto consistiu na produção do livro Trajetórias de Vida. É um livro de depoimentos de mães, pais ou parentes que possuem em suas famílias pessoas com deficiência. Mais do que simples relatos, esse livro retrata situações de conflitos pessoais e de sentimentos como medo, revolta, angustia e insegurança. O livro revela o compromisso da APAE de Caçador/SC com os pais e familiares de pessoas com deficiências, tanto no sentido da compreensão de suas experiências, sentimentos e emoções, quanto no compromisso com a informação e apoio.
2. Centro Holístico Luzes da Esperança - Projeto "Tênis Esperança" O projeto esportivo desenvolvido pelo Centro Holístico Luzes da Esperança promove aulas de tênis a crianças e adolescentes da Praia dos Ingleses em Florianópolis. Tem como missão capacitar e proporcionar aos jovens de escolas públicas da comunidade, a prática do tênis, com igualdade de oportunidade, oferecendo condições aos que se destacarem de se projetarem profissionalmente. Objetiva preparar os alunos atletas a vivenciarem com alegria o desenvolvimento da disciplina, da auto-estima, de qualidades físicas e morais, a enfrentarem com competência e sabedoria, não somente desafios advindos das quadras, mas também os apresentados pela vida.
3. Fundação Hassis – Projeto “Educação a Deficientes Visuais” A Fundação Hassis é um espaço que abriga a obra do artista plástico Hassis em um museu permanente e também possui locais para mostras de outros artistas, sendo uma alternativa cultural para Florianópolis. Cumprindo com seu papel na sociedade, agregou um diferencial no seu atendimento, adaptando suas instalações e, principalmente, suas exposições de arte a fim de torná-las acessíveis às pessoas com deficiências. Assim, cegos, pessoas com baixa visão, surdos, e pessoas com dificuldade de locomoção se beneficiam dessa iniciativa, tendo acesso ao um ambiente cultural adaptado às suas necessidades.
4. Instituto Paternidade Responsável - Projeto "Justiça vai à Escola" O Projeto Justiça vai à Escola objetiva orientar estudantes e familiares, para juntos formarem um projeto de vida buscando e conhecendo seus direitos e deveres perante os poderes Executivo, Legislativo e Ministério Público. Sendo assim, as escolas são os espaços estratégicos para colher opiniões e sugestões dos pais a respeito do que esperam de orientações sobre problemas judiciais que enfrentam no cotidiano. A partir da estruturação de uma equipe multiprofissional, esse projeto foi desenvolvido nas escolas da rede pública da cidade de Lages em Santa Catarina.
5. Polícia Rodoviária Federal 8 SR/SC - Projeto "Amigo Presente" O Projeto Amigo Presente visa a integração e participação de servidores da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina e seus familiares em projetos e ações sociais, de forma filantrópica e totalmente voluntária. O grupo realiza visitas, com os cães do Canil da 1ª Delegacia da PRF de São José e cães particulares, previamente avaliados por uma equipe especializada, em casas de idosos, clínicas infantis, hospitais, casas lares e APAEs. A metodologia aplicada é a Atividade Assistida por Animais (AAA) e a Terapia Assistida por Animais (TAA) que têm apresentado resultados positivos no tratamento de pessoas com deficiência e na melhora dos assistidos em sua saúde física, mental, emocional.
Categoria Ação educativa
1. Maria Ana Weiss, Marly Sedite Klug e Ivan Carlos Pereira - A Matemática na Equoterapia Esta ação foi desenvolvida para 29 alunos das turmas do SAEDE (Serviço de Atendimento Educacional Especializado) da Escola Especial Integrada – APAE de Timbó, com idade entre 04 e 14 anos, com deficiência intelectual. Teve como objetivo oportunizar aos alunos, o estudo da matemática, associando com a área de equoterapia, através de metodologias diferenciadas e motivadoras, visando aquisição dos conceitos matemáticos necessários para a sua inserção social. Deu-se ênfase especificamente aos conceitos relação/quantidade e número, adição e subtração dos numerais de 01 a 12. Com o trabalho da matemática na equoterapia de forma interdisciplinar, os educandos resgataram e compreenderam diversos aspectos, tanto sociais quanto educacionais, visto que os alunos têm mais interesse pelas informações concretas que estão inseridas em seu cotidiano.
2. Maristela Peres Vieira - A família também ensina A professora Maristela, da Escola Desdobrada Retiro da Lagoa no Município de Florianópolis, desenvolveu e se despertou para vivenciar esta ação com as crianças de 3ª e 4ª série. O objetivo foi ter a família como parceira no processo educativo dos alunos, para facilitar o trabalho da escola e ampliar a capacidade de participação dos pais na vida escolar dos filhos. As etapas realizadas em 2008 foram: Socialização da ação aos pais e alunos no início do ano letivo; organização do cronograma de apresentações dos pais; atividade mensal – um membro da família foi até a escola para socializar com as crianças algo de seu domínio que poderia ser: contar história, fazer uma receita, cantar ou falar de sua profissão; no dia da apresentação a criança encarregada de trazer o membro familiar ficou responsável em fazer a apresentação para os colegas; durante as apresentações os alunos puderam fazer vários questionamentos; ao final os alunos e os familiares fizeram uma avaliação sobre a experiência vivenciada.
3. Maria Rosangela Horstmann e Márcia Adelina Rachadel da Silva - Destino desprezado, o lixo na relação ensino aprendizagem Desde 2005 a Escola de Educação Básica Nicolina Tancredo no alto Aririú no Município de Palhoça, vem desenvolvendo ações que possam conscientizar os alunos em questões relacionadas ao meio ambiente. Em 2008, as professoras Maria Rosangela e Márcia Adelina resolveram intensificar a ação, inicialmente com uma campanha de materiais que podem ser reciclados, trazidos de casa para a escola. Uma das alternativas encontradas pela escola foi receber o lixo, separar, enfardar e vender. Porém, viu-se que essa ação precisava de um complemento, integrar-se ao currículo escolar e ao contexto inserido. Para isso, foram escolhidas as turmas de 3ª série e os seguintes encaminhamentos: realizado um levantamento descritivo da situação econômica e social do bairro; levantamento da produção do lixo da comunidade; discussões e ensino de medidas de massa e uma pesquisa na comunidade sobre produção do lixo.
4. Raquel Pacheco - Oficina na biblioteca: um dia de bibliotecário Esta oficina aconteceu na Escola Desdobrada Retiro da Lagoa, no Município de Florianópolis, em julho de 2008, na Biblioteca Monteiro Lobato, com a participação de alunos da 4ª série. A bibliotecária Raquel, diante da constatação da falta de cuidado com os livros e de que a criança precisa ter contato com a biblioteca desde pequena e ainda entender a adequada utilização da mesma, procurou desenvolver esta ação. A atenção das crianças foi despertada sobre a importância do cuidado do acervo da biblioteca, buscando conscientizar, as mesmas, por meio de materiais didáticos, demonstrações e a prática, a noção sobre as atividades inerentes ao gerenciamento da biblioteca e o processamento técnico do acervo e alguns pequenos cuidados necessários para manter o acervo em perfeitas condições de uso, tais como: não realizar refeições dentro da biblioteca; colocar o livro com cuidado na mochila quando levar para casa, entre outros.
5. Rosimar José - Rádio OM a voz dos alunos A iniciativa em desenvolver uma ação de rádio educativa partiu da reflexão acerca do trabalho pedagógico que este professor vem desenvolvendo na Escola Básica Municipal Osvaldo Machado, bem como da reflexão sobre o papel que os professores que atuam no espaço das Salas Informatizadas tem perante a escola neste universo midiático. Através da criação da rádio OM a escola consegue incentivar os alunos a escreverem, expressarem e produzirem suas idéias nas aulas. A rádio é, sem dúvidas, um meio de comunicação com potencial relevante para educação. Esse espaço garante a informação das pessoas onde quer que elas estejam. Um instrumento simples pode ser usado pelos alunos para produzirem programas com base em suas pesquisas, criarem vinhetas, o que leva o conhecimento para além dos muros da escola.
Categoria Jornalismo
- Andréa Aparecida da Luz (Inclusão Eficiente) - A jornalista aborda a questão da inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. O diferencial da matéria é o fato de varejistas descobrirem que com investimentos em capacitação, a contratação de deficientes deixa de ser mera obrigação legal. Ou seja, procura-se competência. A reportagem ainda mostra que o investimento na contratação de pessoas com deficiência cria um novo nicho de consumidores.
- Cínthia Albuquerque (Rádio Online) – Três jovens e o sonho de montar uma rádio. A reportagem mostra que a deficiência não representa um limite quando há força de vontade. Apesar da dificuldade visual os jovens conseguiram viabilizar a Rádio Legal, uma emissora online que já funciona há oito anos.
- Cristina Vieira (Alô, Alô, Cidadão) - Os órgãos públicos estão preparados para atender uma pessoa com deficiência? Foi a partir desse questionamento que a repórter percorreu com uma pessoa com esta característica várias repartições para entender as dificuldades de quem depende da boa-vontade no atendimento público.
- Diego Redel (Inclusão e Amizade) - É comum encontrar reportagens que abordem a inclusão social. Mas, as amizades que surgem a partir de novas redes que se formam geralmente não são exploradas. Não há como descrever certos sentimentos, mas há profissionais que conseguem eternizá-los.
- Dolmar Frizon (Albeneir) - O exemplo de superação pessoal de um atleta profissional. Albeneir, ex-jogador do Avaí, prova que a determinação foi fundamental para vencer o vício e voltar aos gramados agora como técnico de futebol, numa matéria elaborada a partir de vários depoimentos corajosos do próprio Albeneir.
- Flávio Neves (Salto para a vitória) - Um salto na piscina pode sintetizar muito mais do que um simples mergulho. Captar a expressão do atleta especial pode fazer toda a diferença na matéria.
- Júlio Cavalheiro (Esperança) - A esperança simboliza a persistência. Não desistir é sinônimo de lutar. Não há legenda que possa sintetizar melhor a imagem da esperança do que três adultos envolvidos em auxiliar o progresso de uma criança com deficiência numa sessão de eqüoterapia.
- Marcelo Siqueira (Rita Boz) - A protagonista da reportagem é uma artista que pinta com os pés. Mas, o mais inusitado da matéria é a autonomia que Rita Boz conquistou. Ela nasceu sem os dois braços, mas aprendeu, ao longo da vida, a substituí-los pelos membros inferiores. Com os pés ela abre o cadeado do portão para receber o repórter, prepara e serve o café, e ainda navega pela internet e usa o celular. Rita faz parte de um seleto grupo de setenta artistas plásticos ao redor do mundo que produz arte com os pés.
- Michael Gonçalves (Rádio no recreio é tudo de bom) - Os alunos de uma escola pública de Palhoça, na grande Florianópolis, trocaram as brigas no recreio por músicas e recados no microfone. A iniciativa de criar uma rádio no intervalo partiu dos próprios estudantes da escola Professora Ursulina de Senna Castro. A mudança de comportamento dos jovens é destacada na matéria, valorizada pelo depoimento dos professores.
- Sarah Espíndola de Castro (Norma Moura é exemplo de superação para Santa Catarina) - A reportagem apresenta o exemplo de uma remadora que se classificou para as Paraolimpíadas de Pequim. Vítima da polineuropatia hipertrófica, Norma não tem sensibilidade nas mãos e nos pés. Depois de ficar um ano e meio sem andar ela resolveu reagir e encontrou no remo a chance de recuperar a auto-estima.
- Sybila Loureiro e Cláudio Silva (Dança da Solidariedade) - Terapia pelo movimento. É dessa forma que muitas crianças com deficiência mental e física são atendidas na Estação Dançar, em Florianópolis. Criada pela professora Ana Luiza Ciscato que trabalha com a técnica do psicoballet. A reportagem desvenda o diferencial da escola que pela primeira vez foi convidada para participar, com os alunos especiais, do Festival de Dança de Joinville.
- Zé Brites (Basquete sobre rodas) - A questão da inclusão da pessoa com deficiência nas atividades esportivas é abordada numa matéria que apresenta a garra de atletas que não se intimidam com a limitação física.
- Zé Brites (Mundo das Libras) - A reportagem apresenta de forma descontraída uma aula de libras, a linguagem dos sinais, como ferramenta para garantir a socialização dos deficientes auditivos a partir da interação do repórter.
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