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Sessão de cinema inclusiva da Vivo é destaque no Festival de Gramado
A sessão de cinema para deficientes visuais, promovida pela Vivo, foi destaque na programação do 35º Festival de Cinema de Gramado, realizado no Rio Grande do Sul, de 12 a 18 de agosto.
Na sexta-feira (17.8), a Vivo levou 15 deficientes visuais, de Gramado e alunos e professores do Instituto Santa Luzia de Porto Alegre, para "assistir" ao filme Saneamento Básico, de Jorge Furtado, no Palácio dos Festivais.
A experiência da audiodescrição (técnica de narração de cenas além dos diálogos) foi inédita para todos os deficientes visuais e também para o Festival. Susete Remus, deficiente visual e professora do Instituto Santa Luzia, representa a alegria dos participantes com a atividade. Pela primeira vez, ela foi a Gramado e ao cinema com seu marido Carlos, também deficiente visual. "Essas atividades são muito importantes para nós. Quem "enxerga" não sabe da nossa dificuldade. Para atividades de lazer precisamos de um "vidente" junto, o que nem sempre é possível e limita nossos passeios para a casa de familiares", agradeceu Susete.
A sessão inclusiva teve uma grande cobertura da imprensa local e nacional.
Audiodescrição A audiodescrição é a técnica de narração de cenas e diálogos, que detalha cenários, roupas, expressões, entre outras ações. Trazida dos EUA e da Europa, a audiodescrição pode ser utilizada em peças de teatro, televisão, filmes, museus e exposições. Em São Paulo, o Teatro Vivo é o pioneiro na América Latina a oferecer este recurso em uma peça teatral comercial.
Como funciona: Os deficientes visuais, ao entrarem na sala de cinema recebem um fone de ouvido e os voluntários ficam em uma espécie de "cabine de som", onde orientam, seguem o script e fazem a transmissão por áudio.

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